morangos suados
Pela quinta vez me volto para o relógio. As horas sempre foram um problema para ambos, mas, afinal de contas, o que são míseros 23 minutos de atraso?
O CD acaba no exato momento em que ouço o “toque toque” na porta. Abro-a. Sem dizer nada, ela me olha fixamente nos olhos. Ah, que olhos! Um castanha claro cintilante e vívido. Morde o canto dos lábios rosados e ri discretamente enquanto caminha através do portal.
Retribuindo os gestos, caminhei para trás sem parar de fitá-la, sem piscar, sem respirar. Todas as luzes pareciam ínfimas imitações de faíscas envergonhadas comparadas ao resplendor de seu sorriso malicioso.
O sofá conseguiu barrar-me. Enquanto ela se jogava em meu colo e colocava os cabelos castanhos e lisos para trás das orelhas, meus lábios encontravam os botões de sua blusa quadriculada semiaberta.
De cima para baixo, da direita para a esquerda. Arranquei com a brutalidade dos românticos todas as fitas, fios e laços que impediam o meu deleite. A minha excitação já era visível no reflexo de seus olhos.
Ansiosamente tirei o último empecilho de seu sutiã e prazeirosamente contemplei a a sua beleza e firmeza. Fartos e suculentos. Os mamilos vermelhos e enrijecidos lembravam os morangos que comíamos durante as primeiras primaveras. Você pôde ver a excitação em meus olhos.
Você seria minha, finalmente seríamos um só. As coxas entrelaçavam-se em movimentos frenéticos. O suor irrigava o desejo de conhecer as profundezas de seu corpo perfeito.
Agora vá ouvir Billie Holiday!




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Diz ae!